quarta-feira, 28 de março de 2012

EDUCAÇÃO EMOCIONAL 28/3/12

QUERIDOS AMIGOS, HOJE PARTICIPEI DE UMA REUNIÃO FANTÁSTICA. APRESENTAÇÃO DO PROJETO: AMIGOS DO ZIPPY.
LI A PLATAFORMA E ME ENCANTEI COM O MESMO, POIS VAI TRABALHAR COM AS EMOÇÕES DAS NOSSAS CRIANÇAS E AS NOSSAS TAMBÉM.
OUVI RELATOS DOLOROSOS, SITUAÇÕES QUE NÃO DESEJO NUNCA VIVENCIAR. MAS AS MESMAS PESSOAS QUE ESTAVAM FALANDO DE SUAS EXPERIÊNCIAS DRAMÁTICAS ESTAVAM COM BRILHO NOS OLHOS, COM ESPERANÇA DE PODER DAR UM ALENTO AS CRIANÇAS TÃO SOFRIDAS E AOS SEUS PROFESSORES.
ESSE PROJETO NÃO É O " SALVADOR DA PÁTRIA", E TAMBÉM NÃO TEM COMO PROPOSTA RESOLVER OS PROBLEMAS DAS CRIANÇAS FORA DOS MUROS DAS ESCOLAS. MAS O OBJETIVO É FAZER COM QUE AS CRIANÇAS PERCEBAM QUE EXISTEM VÁRIAS POSSIBILIDADE POSITIVAS PARA SE TENTAR RESOLVER O PROBLEMA.
A REUNIÃO FOI NA E.M ORSINA DA FONSECA- TIJUCA ( E DIGA-SE POR SINAL QUE O LOCAL FOI EXCELENTE POR SER DE FÁCIL ACESSO). FOMOS MUITO BEM RECEPCIONADOS PELAS PALESTRANTES JULIANA FLEURY E ANDRÉIA GALLO. NOS FOI ENTREGUE O FOLHETO ABAIXO:

 1º MOMENTO:
APRESENTAÇÃO DA GLÓRIA MACEDO (ASSESSORA PEDAGÓGICA- GEF) E DA DARCI CORREA.

A GLÓRIA FEZ QUESTÃO DE CONHECER CADA UM DE NÓS E PEDIU QUE EXPRESSÁSSEMOS ALGUM SENTIMENTO ATRAVÉS DE GESTOS. ACHEI ESSA DINÂMICA BEM INTERESSANTE. ELA TAMBÉM NOS FALOU DO PROJETO DA SECRETARIA QUE SERÁ LANÇADO EM BREVE: RIO ESCOLA SEM PRECONCEITO E DAS PARCERIAS COM A UERJ, UFRJ E UNESCO.
NOS FOI DITO QUE UM DAS PROPOSTAS É SABERMOS APRENDER A CONVIVER , A LIDAR COM AS DIFERENÇAS E PRINCIPALMENTE COM AS NOSSAS EMOÇÕES.

"APRENDEMOS  A VOAR COMO OS PÁSSAROS, A NADAR COMO OS PEIXES; MAS NÃO APRENDEMOS A SIMPLES ARTE DE VIVERMOS JUNTOS COMO IRMÃOS" MARTIN LUTHER KING

A GLÓRIA NOS DEIXOU COM A MENSAGEM DE QUE TEMOS QUE BUSCAR INCUTIR NAS CRIANÇAS O SENTIMENTOS DE QUE ELES SÃO OS MELHORES, QUE SÃO IMPORTANTES APESAR DO QUE ACONTECE FORA DOS MUROS DA ESCOLA.

2º MOMENTOS:
NESSE MOMENTO COMEÇOU A FALA DA JULIANA FLEURY, QUE NOS APRESENTOU A  ASEC ( ASSOCIAÇÃO PELA SAÚDE EMOCIONAL DAS CRIANÇAS) QUE VISA UMA SOCIEDADE SOLIDÁRIA E FELIZ, BUSCANDO TRABALHAR NO FOCO E COM A PREVENÇÃO.
O PROJETO ESTÁ NO BRASIL DESDE 2OO4 E NO RJ A DOIS ANOS. ELA APRESENTOU O PROJETO COM SLIDES. VEJAM

SÃO 6 MÓDULOS. VEJA OS TEMAS.



RESUMINDO O OBJETIVO DO PROJETO É O DE FORMAR CIDADÃOS.
ADOREI CONHECER ESSA NOVA PROPOSTA DA SME. ACREDITO QUE SERÁ UM GANHO ENORME PARA TODOS NÓS. ESTOU MUITO CONFIANTE E ANSIOSA PARA COMEÇAR.





















TRABALHANDO GÊNEROS TEXTUAIS 27/3/12

OLÁ PESSOAL! A PROPOSTA DAS TURMAS DE 3º ANO NESSE MÊS DE ABRIL, SÃO GÊNEROS TEXTUAIS. COMECEI COM BILHETES. 
MONTEI DOIS CARTAZES PARA MOSTRAR A ESTRUTURA DE UM BILHETE. VEJAM.


DEPOIS DE CONVERSAR E MOSTRAR A ESTRUTURA DO BILHETE PARTIMOS PARA A PARTE PRÁTICA. NESSE PRIMEIRO BILHETE, ESTIPULEI PARA QUEM ELES ESCREVERIAM. EX:  DIRETORA, MÃE, AVÓ, PAI, PROFESSORA, IRMÃOS.
OS BILHETES FICARAM ÓTIMOS. FIQUEI MUITO FELIZ!
AGORA DEIXO PARA VOCÊS OS EXERCÍCIOS QUE VOU TRABALHAR ESTA SEMANA COM MINHA TURMINHA. BJKAS




AULA 4: O QUE É METAMORFOSE? 26/3/12

VOLTEI GENTE! HOJE PARA MOSTRAR A AULA 4, NESTA AULA TRABALHAMOS O CICLO DE VIDA DA GALINHA. 
QUERO COMPARTILHAR COM VOCÊS O PROGRESSO DAS MINHAS CRIANÇAS. FIQUEI TÃO FELIZ QUANDO VI QUE AS CRIANÇAS SABIAM O QUE ERA A METAMORFOSE. ELES DERAM A DEFINIÇÃO CERTINHA.
NESSA AULA OUVIMOS DE NOVO A MUSICA: METAMORFOSE DA BORBOLETA. E TENHO QUE FALAR PRA VOCÊS: ELES ESTÃO CANTANDO TÃO BONITINHO ESSA MÚSICA... 
BEM, BABO MESMO AS MINHA CRIANÇAS... 



domingo, 25 de março de 2012

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS PARA A TURMA 1.303- DIA 23/03/12

OLÁ PESSOAL! VENHO HOJE MOSTRAR PRA VOCÊS O QUE ACONTECEU DE LEGAL NA MINHA TURMINHA NA SEXTA- FEIRA. ELES PARTICIPARAM DE UMA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA QUE LEVOU EM CONSIDERAÇÃO AS AULAS DE CIÊNCIAS DELES, QUE TRATAM  DO CICLO DE VIDA DAS MINHOCAS.
HISTÓRIA CONTADA:
ELES OUVIRAM A CONTAÇÃO E DEPOIS FIZERAM DE DOBRADURA A MINHOCA FILOMENA. VEJAM.
 OS ALUNOS BEATRIZ, DANIEL, ALYF E LETÍCIA, MOSTRANDO AS SUAS FILOMENAS.


REDE MUNICIPAL DO RIO COLOCA 7 MIL ALUNOS EM SALAS DE REALFABETIZAÇÃO

25 de março de 2012 | 3h 05

LUCIANA NUNES LEAL / RIO - O Estado de S.Paulo
Leonardo, Carlos, Paloma e Paola querem jogar futebol profissional quando crescerem. Ingrid prefere a carreira de modelo. Pablo tem planos de entrar na Aeronáutica. Andressa, além de criar a filha de 9 meses, quer ser professora de informática.
Com idade entre 10 e 14 anos, eles estudam na Escola Municipal Monsenhor Rocha, na Vila Cruzeiro, uma das favelas do Complexo do Alemão (zona norte). Estão em uma turma especial de 25 alunos, única na escola: a de realfabetização.
Embora tenham chegado ao 3.º, 4.º e até ao 5.º ano, esses meninos e meninas não sabem ler nem escrever com fluência. Este ano, deixaram as aulas regulares do ensino fundamental e voltaram às primeiras noções da leitura e da escrita. Parece um passo atrás, mas é uma tentativa de fazer com que, alfabetizados, ganhem novo interesse pela escola e não abandonem os estudos.
Em 2012, 7 mil alunos da rede municipal participarão do programa de realfabetização.
As primeiras turmas foram criadas em 2009, quando levantamento da Secretaria Municipal de Educação encontrou 28 mil analfabetos funcionais entre os pouco mais de 200 mil alunos do 4.º ao 6.º ano. Apesar de estarem em séries mais avançadas, eles não conseguiam interpretar textos simples. Mesmo assim, passavam de ano, graças à aprovação automática, agora extinta.
Segundo a secretária de Educação, Cláudia Costin, o índice de analfabetismo funcional do 4.º ao 6.º ano das escolas municipais cariocas caiu de 13,6% em 2009 para 6,5% em novembro. "Conseguimos bons avanços, mas ninguém pode estar sossegado enquanto houver algum analfabeto funcional na rede", diz.
Além dos 7 mil alunos que estão em turmas especiais, outros 4 mil têm reforço de alfabetização sem deixar as aulas regulares, no programa Nenhuma Criança a Menos, somando 11 mil analfabetos funcionais do 4.º ao 6.º ano da rede municipal.
Professores passaram por capacitação específica para o trabalho de realfabetização. Como os alunos são mais velhos, o método é diferente, menos infantil do que o aplicado nas crianças de 6 ou 7 anos que aprendem a ler e escrever pela primeira vez.
As aulas são concentradas em alfabetização e matemática, além de educação física, artes, informática e inglês. Temas de geografia, história e ciências são trabalhados nos textos da alfabetização, mas não como disciplinas independentes. "É como um paciente na UTI. Você praticamente para tudo e concentra no que é essencial", compara Cláudia.
Os "realfabetizadores" estão no meio do caminho entre a alfabetização dos pequenos e as turmas de jovens e adultos, que em geral estudam à noite e buscaram o curso por iniciativa própria. Além de ter de se familiarizar com novas técnicas de ensino, esses docentes lidam com turmas em que grande parte dos alunos tem baixa autoestima, duvida da própria capacidade de aprender, é dispersa e indisciplinada.
Na sala. Na lousa, Rosilene Lopes de Melo Cunha, professora de realfabetização da escola Monsenhor Rocha, escreve o poema A Casa, de Vinícius de Moraes. Todos copiam. Depois, escrevem palavras iniciadas com 'c', recordam noções como a letra maiúscula e conferem o número de letras e de sílabas de cada palavra.
"Em tudo que a gente ensina, há uma ligação direta com o cotidiano deles. Procuro mostrar a importância de saber ler e escrever para fazer qualquer tipo de trabalho, pegar o ônibus, entrar na internet, ter a profissão que eles querem", diz Rosilene.
Para um leigo que observa uma aula da realfabetização, parece missão impossível. Mas Rosilene é otimista. "Pensei que fosse pior. Eles têm muitas dificuldades, mas são articulados, têm boa coordenação. São agitados, mas aceitam quando eu corrijo uma palavra, escrevem de novo, mostram o caderno. Eu estimulo muito, senão eles desistem."

sábado, 24 de março de 2012

BRINQUEDOS x DESENVOLVIMENTO: EXCELENTE DUPLA


Howard Gardner, professor de educação da universidade de Harvard (EUA), desenvolveu uma teoria, dividindo o conhecimento em oito inteligências que bem planejadas e aplicadas, auxiliam a criança a despertar seus talentos.
Confira no quadro abaixo os brinquedos que podem ajudar seu filho a desenvolver esses oito tipos de inteligências.


O desenvolvimento da criança até um ano

O desenvolvimento intelectual é um processo que começa desde o nascimento da criança (e, possivelmente, antes). Ao nascer, um bebê apresenta comportamentos simples e também alguns reflexos. Ele necessita de toda a atenção e cuidados do adulto, pois sozinho ele não sobreviveria.
É importante se atentar, pois o período que vai do nascimento à aquisição da linguagem é marcado por um extraordinário e complexo desenvolvimento da mente. O bebê progressivamente aumenta o autocontrole do seu próprio corpo e sentimentos. Assim, ele, conseguirá pouco a pouco lidar com as demandas da vida.
A melhor maneira de propiciar o desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo das crianças é através da companhia dos pais e educadores. Estimular este desenvolvimento brincando é a melhor opção.

Veja algumas dicas de estimulação:

_ 1º. mês - Converse ou cante para o bebê. O som da voz é aconchegante e lhe transmite segurança. Faça massagem estimulando cada parte do corpinho dele: pés, mãos, costas, rosto. Pode se colocar uma música suave e revelar, através do contato físico, os sentimentos por ele pois, o toque das mãos transmitirá amor, carinho e segurança.

_ 2º mês - Apresente objetos grandes e coloridos para que ele possa brincar e tentar alcançá-los com as mãos. Junto ao berço coloque móbile colorido dentro de seu campo visual.

_ 3º. mês - Cante, faça gestos e expressões faciais. O bebê tentará imitá-la e responderá aos estímulos com sorrisos e ruídos. Estimule o tato do bebê com objetos de diferentes texturas. Ex.: passe no pezinho ou na mão dele uma pluma e observe as reações; encoste em sua mãozinha algo áspero e depois macio. Coloque-o sentado no bebê-conforto ou no sofá apoiado por almofadas.

_ 4º. mês - Conte histórias curtas e imite o barulho dos animais com diferentes tons de voz. O bebê tentará imitar . Jogue brinquedos (bolas, dados) para ele tentar pegar. O bebê reconhece a voz e irá olhar na direção de quem está falando.

_ 5º. mês - Durante o banho do bebê brinque com a água e relate o que está fazendo. Deixe-o brincar com brinquedos macios, como mordedores, pois tudo que pega leva à boca. Coloque músicas de diferentes ritmos e dance com ele. Espalhe brinquedos ao redor do bebê e o deixe brincando no chão.

_ 6º. mês - Durante as refeições relate ao bebê o que está comendo. Mostre os alimentos. Pode se convidá-lo a passear e ele estenderá os bracinhos. Imite o barulho dos animais e objetos, como gatos, telefone, estimulando-o a fazer o mesmo. Ao ar livre deixe-o próximo a árvores, para que ele observe o balanço e barulho das folhas.

_ 7º. mês - Dê brinquedos que façam barulho, coloridos, de diferentes formas e tamanhos. Coloque-os próximos ao bebê e estimule-o a buscá-los. Ensine-o a dar "tchau". Em pouco tempo repetirá os seus gestos. No banho, disponibilize brinquedos que flutuem para estimular a percepção e curiosidade.

_ 8º. mês - Durante o banho mostre livrinhos apropriados e deixe-o manuseá-lo. Será uma grande diversão. Brinque de esconde-esconde com uma toalha ou cortina, o bebê baterá palmas de alegria. Deixe que o bebê jogue objetos no chão. Ele repetirá inúmeras vezes este movimento, assim estará criando a noção de causa e efeito. Conte histórias, mostrando as imagens do livro.

_ 9º. mês - Deixe perto do bebê brinquedos grandes e coloridos. Ensine-o a empilhálos e encaixá-los. Quando estiver com o bebê, relate tudo o que irá fazer. Ele começará a repetir sílabas. Deixe-o tocar em cachorros e gatos e converse sobre estes animais. Imite o barulho dos mesmos.

_ 10º. mês - Converse com o bebê e dê alternativas. Por exemplo: Quer o urso ou a bola. Mostre. Assim ele apontará o que quer e muitas vezes irá chorar se não for atendido. Dance e cante com ele no colo, ele tentará imitar a coreografia e soltará seus monossílabos. Dê-lhe um telefone de brinquedo. Assim, estará incentivando a linguagem do bebê. Leve-o a praças e parques e deixe-o interagir com outros bebês e outras crianças.

_ 11º. mês - Participe das brincadeiras do bebê. Deixe à mão objetos que possam ser colocados e retirados de uma caixa ou balde. No banho coloque objetos que possam ser preenchidos com água e depois esvaziados. Leve-o a parques e brinque com ele em escorregadores e balanços. Chame a atenção dele para objetos e animais conhecidos e também para as novidades. Estimule-o a beber água em copinhos ou com auxílio de canudinhos.

_ 12º mês - Cante e conte histórias. Disponibilize livros e revistas para manusear. Incentive-o a comer sozinho e a guardar brinquedos. Ele já entende ordens curtas, portanto explique tudo a ele: o que está fazendo, aonde vai etc... Brinque de "esconde-esconde" ou "pega-pega". Jogue bola com ele.

Virginia Bedin/
Especial para o Terra

UMA QUESTÃO DE LIMITES

Os pais devem estabelecer regras claras para as crianças e ajudá-las a lidar com as frustrações.
Educar filhos já foi mais fácil. Nossas avós, por exemplo, nem de longe tiveram as mesmas dúvidas que atormentam os pais de hoje. Para elas, criança não tinha querer e ponto final. Mas essa história virou do avesso, em boa parte devido à filosofia do “é proibido proibir” que reinou a partir dos anos 60. Como uma tentativa de expurgo do autoritarismo puro e simples que havia reinado até então, a imposição de limites na infância foi colocada na berlinda, julgada e condenada por especialistas em educação infantil como conduta inadequada.
Hoje, entretanto, psicólogos e educadores sabem – e defendem – que os pequenos precisam aprender a ter limites. Principalmente porque estabelecer regras e fazer a criança conviver com elas é fundamental para a formação de adultos equilibrados e seguros.
Primeiro porque dizer não quando necessário é uma forma de mostrar às crianças que nem tudo é possível. E que a vida é assim, cheia de nãos pela frente.
Dessa forma, elas vão aprendendo a lidar com as frustrações à medida que percebem que o mundo não foi feito para atender seus desejos. Caso contrário, ela crescerá achando que tudo lhe é permitido. Mais tarde, quando se deparar com um não, ou usará da força – nem que seja a do grito – para ter o que quer ou se desmanchará em lágrimas, tornando-se uma expert em chantagem emocional.
Além disso, impor limites – acredite – é uma maneira de dar segurança à criança e mostrar que você se importa com ela.
Mesmo aquele tiranozinho de nariz empinado, que faz o que quer, sente-se inseguro a maior parte do tempo pelo simples fato de que é pequeno. Precisa de alguém que lhe diga o que deve e pode ou não fazer. Se isso não acontece, cresce um grande sentimento de insegurança.
Afinal, imagine o que é para uma criança sentir que seus pais são tão inseguros quanto ela, na medida em que são incapazes de controlá-la quando ela passa dos limites. E mais. Impedir que se machuque numa brincadeira perigosa ou proibir terminantemente que ela se aproxime do fogão quando se está cozinhando é uma enorme demonstração de amor. E o bebê saberá disso.
Dizer “não pode, agora não, espere um pouco” também é uma maneira de criar filhos mais inteligentes. “Uma criança sem limites não desenvolve bem sua capacidade de raciocínio lógico. Seu pensamento fica um pouco caótico. Ela pode até ter um enorme potencial, mas, sem disciplina, seu raciocínio fica esparso e traz poucos resultados”, explica a psicóloga Aparecida Malandrin Andriatte, professora da Faculdade de Psicologia da Universidade Mackenzie.
De acordo com a psicóloga, um dos principais estudiosos desse assunto foi o psicanalista inglês Wilfred Bion. Ele acreditava que um pouco de frustração não faz mal a ninguém. Ao contrário. Sentindo-se frustrada por não ver sua vontade satisfeita a tempo, a criança começa a desenvolver o pensamento na tentativa de atingir seu objetivo.
Quem já viu um bebê engatinhando em direção a uma escada, tendo uma mamãe de sentinela, sabe muito bem a que Bion se referia ao formular essa teoria. A cada tentativa, o bebê procura um caminho alternativo para chegar lá sem ser barrado. Enquanto tenta driblar a zelosa mamãe, o bebê, de quebra, está desenvolvendo o pensamento e o raciocínio em busca de soluções práticas para os problemas.
Paciência – No entanto, a colocação de limites acaba sendo um aprendizado para os pais.
Primeiro porque, muitas vezes, os adultos vão bater de frente com suas próprias dificuldades em relação aos limites. Uma mãe eternamente atrasada, por exemplo, vai encontrar dificuldades em impor horários às crianças. Por isso, os especialistas em educação infantil acreditam que impor limites é uma questão tamanho família que exige dos adultos alguns requisitos básicos. A paciência está entre eles. Os pais terão de falar várias vezes a mesma coisa até que a criança compreenda a regra do jogo. Por isso, é indispensável manter a calma. Sempre. Gritos não só não adiantam como são o caminho mais curto para se perder a credibilidade. E palmada, nunca.
Outro passo importante nessa dura tarefa é ter consistência. A regra de não fazer do sofá cama elástica vale para hoje, amanhã e sempre, independentemente do estado de humor dos pais. Não apenas quando a mãe ou pai chegam do trabalho com os nervos à flor da pele.
Também é preciso ter coerência. As crianças aprendem com exemplos, mais do que com palavras. Imagine a confusão do pequeno ao perceber que o pai diz uma coisa e age ao contrário. Existe incoerência maior do que, na tentativa de parar com o berreiro, o adulto “sair” no grito, exigindo que a criança “cale a boca?” Claro que o cansaço e a insegurança de não saber como agir fazem qualquer um, por mais sensato que seja, perder a cabeça de vez em quando.
Por isso, na dúvida, é bom os pais adotarem o hábito de perguntar a si mesmos: “Estou sendo coerente nessa atitude?”
Muitas vezes é o que basta para achar a resposta.
Punição – Os pais também não podem se esquecer que é necessário exercer bem o senso de justiça. Nos casos em que algum tipo de punição deva ser imposto, ela deve ser proporcional ao tamanho da “arte” e da idade do seu filho. Nenhuma criança de dois anos, por exemplo, é capaz de fazer uma travessura tão séria a ponto de ficar de castigo um mês inteiro. É importante ainda falar de maneira clara para ser entendido pela criança.
Na maioria das vezes, uma ordem simples do tipo “não pode porque é errado fazer isso” ou “machuca” é o que basta. E para fazer valer as regras, os pais devem lançar mão da firmeza. Não mudar as normas no meio do jogo é atitude indispensável.
Você não deixou seu filho fazer algo, por exemplo. Ele, por sua vez, desandou em um choro sentido. Arrependido de sua dureza, você acaba deixando “só um pouquinho”.
Tudo vai por água abaixo. Os pais precisam lembrar de manter sua palavra, não fazer promessas vãs ou prometer o que já sabem que não cumprirão. É um aprendizado difícil.
Para pais e filhos. Mas vale a pena.

Uma Breve História dos Direitos da Criança e do Adolescente no Brasil

Até 1900 – Final do Império e início da Republica

Não se tem registro, até o início do século XX, do desenvolvimento de políticas sociais desenhadas pelo Estado brasileiro. As populações economicamente carentes eram entregues aos cuidados da Igreja Católica através de algumas instituições, entre elas as Santas Casas de Misericórdia. No Brasil, a primeira Santa Casa foi fundada no ano de 1543, na Capitania de São Vicente (Vila de Santos). Estas instituições atuavam tanto com os doentes quanto com os órfãos e desprovidos. O sistema da Roda das Santas Casas, vindo da Europa no século XIX, tinha o objetivo de amparar as crianças abandonadas e de recolher donativos.
A Roda constituía-se de um cilindro oco de madeira que girava em torno do próprio eixo com uma abertura em uma das faces, alocada em um tipo de janela onde eram colocados os bebês. A estrutura física da Roda privilegiava o anonimato das mães, que não podiam, pelos padrões da época, assumir publicamente a condição de mães solteiras. Mais tarde em 1927 o Código de Menores proibiu o sistema das Rodas, de modo a que os bebês fossem entregues diretamente a pessoas destas entidades, mesmo que o anonimato dos pais fosse garantido. O registro da criança era uma outra obrigatoriedade deste novo procedimento.

Ensino e trabalho

O ensino obrigatório foi regulamentado em 1854. No entanto, a lei não se aplicava universalmente, já que ao escravo não havia esta garantia. O acesso era negado também àqueles que padecessem de moléstias contagiosas e aos que não tivessem sido vacinados. Estas restrições atingiam as crianças vindas de famílias que não tinham pleno acesso ao sistema de saúde, o que faz pensar sobre a influência da acessibilidade e qualidade de uma política social sobre a outra ou como vemos aqui, de como a não cobertura da saúde restringiu o acesso das crianças à escola, propiciando uma dupla exclusão aos direitos sociais.
Com relação à regulamentação do trabalho, houve um decreto em 1891 - Decreto nº 1.313 – que estipulava em 12 anos a idade mínima para se trabalhar. Segundo alguns autores, no entanto, tal determinação não se fazia valer na prática, pois as indústrias nascentes e a agricultura contavam com a mão de obra infantil.

1900 a 1930 – A República

Lutas sociais

O início do século XX foi marcado, no Brasil pelo surgimento das lutas sociais do proletariado nascente. Liderado por trabalhadores urbanos, o Comitê de Defesa Proletária foi criado durante a greve geral de 1917. O Comitê reivindicava, entre outras coisas, a proibição do trabalho de menores de 14 anos e a abolição do trabalho noturno de mulheres e de menores de 18 anos.
Em 1923, foi criado o Juizado de Menores, tendo Mello Mattos como o primeiro Juiz de Menores da América Latina. No ano de 1927, foi promulgado o primeiro documento legal para a população menor de 18 anos: o Código de Menores, que ficou popularmente conhecido como Código Mello Mattos.
O Código de Menores era endereçado não a todas as crianças, mas apenas àquelas tidas como estando em "situação irregular" . O código definia, já em seu Artigo 1º, a quem a lei se aplicava:
" O menor, de um ou outro sexo, abandonado ou delinquente, que tiver menos de 18 annos de idade, será submettido pela autoridade competente ás medidas de assistencia e protecção contidas neste Codigo." (grafia original) Código de Menores - Decreto N. 17.943 A – de 12 de outubro de 1927
O Código de Menores visava estabelecer diretrizes claras para o trato da infância e juventude excluídas, regulamentando questões como trabalho infantil, tutela e pátrio poder, delinqüência e liberdade vigiada. O Código de Menores revestia a figura do juiz de grande poder, sendo que o destino de muitas crianças e adolescentes ficava a mercê do julgamento e da ética do juiz.

1930 a 1945 – Estado Novo

Programas assistencialistas

A revolução de 30 representou a derrubada das oligarquias rurais do poder político. O desenvolvimento de um projeto político para o país era, na visão de estudiosos, ausente neste momento, por não haver um grupo social legítimo que o pudesse idealizar e realizar. Isto acabou por permitir o surgimento de um Estado autoritário com características corporativas, que fazia das políticas sociais o instrumento de incorporação das populações trabalhadoras urbanas ao projeto nacional do período.
O Estado Novo, como ficou conhecido este período, vigorou entre 1937 e 1945, sendo marcado no campo social pela instalação do aparato executor das políticas sociais no país. Dentre elas destaca-se a legislação trabalhista, a obrigatoriedade do ensino e a cobertura previdenciária associada à inserção profissional, alvo de críticas por seu caráter não universal, configurando uma espécie de cidadania regulada – restrito aos que tinham carteira assinada.
O sufrágio universal foi reconhecido nesta época como um direito político de indivíduos, excluídos até então, como as mulheres.
Em 1942, período considerado especialmente autoritário do Estado Novo, foi criado o Serviço de Assistência ao Menor - SAM. Tratava-se de um órgão do Ministério da Justiça e que funcionava como um equivalente do sistema Penitenciário para a população menor de idade. Sua orientação era correcional-repressiva. O sistema previa atendimento diferente para o adolescente autor de ato infracional e para o menor carente e abandonado, de acordo com a tabela abaixo:
Atendimento no Serviço de Assistência ao Menor
Situação irregular -> Adolescente autor de ato infracion -> Menor carente e abandonado
Tipo de Atendimento Internatos -> reformatórios e casas de correção -> Patronatos agrícolas e escolas de aprendizagem de ofícios urbanos
Além do SAM, algumas entidades federais de atenção à criança e ao adolescente ligadas à figura da primeira dama foram criadas. Alguns destes programas visavam o campo do trabalho, sendo todos eles atravessados pela prática assistencilalista:
LBA - Legião Brasileira de Assistência - agência nacional de assistência social criada por Dona Darcy Vargas. Intitulada originalmente de Legião de Caridade Darcy Vargas, a instituição era voltada primeiramente ao atendimento de crianças órfãs da guerra. Mais tarde expandiu seu atendimento.
Casa do Pequeno Jornaleiro: programa de apoio a jovens de baixa renda baseado no trabalho informal e no apoio assistencial e sócio-educativo.
Casa do Pequeno Lavrador: programa de assistência e aprendizagem rural para crianças e adolescentes filhos de camponeses.
Casa do Pequeno trabalhador: Programa de capacitação e encaminhamento ao trabalho de crianças e adolescentes urbanos de baixa renda. Casa das Meninas: programa de apoio assistencial e sócio-educativo a adolescentes do sexo feminino com problemas de conduta.
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1945 a 1964 - Redemocratização

Abertura política e organização social

O Governo Vargas é deposto em 1945 e uma nova constituição é promulgada em 1946, a quarta Constituição do país. De caráter liberal, esta constituição simbolizou a volta das instituições democráticas. Restabeleceu a independência entre os 3 Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), trouxe de volta o pluripartidarismo, a eleição direta para presidente (com mandato de 5 anos), a liberdade sindical e o direito de greve. Acabou também com a censura e a pena de morte.
Em 1950, foi instalado o primeiro escritório do UNICEF no Brasil, em João Pessoa, na Paraíba. O primeiro projeto realizado no Brasil destinou-se às iniciativas de proteção à saúde da criança e da gestante em alguns estados do nordeste do país.
Do ponto de vista da organização popular, o período entre 45 e 64 foi marcado pela co-existência de duas tendências: o aprofundamento das conquistas sociais em relação à população de baixa renda e o controle da mobilização e organização, que começa a surgir paulatinamente nas comunidades.
O SAM passa a ser considerado, perante a opinião pública, repressivo, desumanizante e conhecido como "universidade do crime". O início da década de 60 foi marcado, portanto, por uma sociedade civil mais bem organizada, e um cenário internacional polarizado pela guerra fria, em que parecia ser necessário estar de um ou outro lado.

1964 a 1979 – Regime Militar

FUNABEM e Código de 79

O Golpe Militar de 64 posicionou o Brasil, frente ao panorama internacional da guerra fria, em linha com os países capitalistas. Uma ditadura militar foi instituída, interrompendo por mais de 20 anos o avanço da democracia no país. Em 1967, houve a elaboração de uma nova Constituição, que estabeleceu diferentes diretrizes para a vida civil. A presença autoritária do estado tornou-se uma realidade. Restrição à liberdade de opinião e expressão; recuos no campo dos direitos sociais e instituição dos Atos Institucionais que permitiam punições, exclusões e marginalizações políticas eram algumas das medidas desta nova ordem trazidas pelo golpe. Como forma de conferir normalidade a está prática de exceção foi promulgada em 1967, nova constituição Brasileira.
O período dos governos militares foi pautado, para a área da infância, por dois documentos significativos e indicadores da visão vigente:
A Lei que criou a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Lei 4.513 de 1/12/64)
O Código de Menores de 79 (Lei 6697 de 10/10/79)
A Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor tinha como objetivo formular e implantar a Política Nacional do Bem Estar do Menor, herdando do SAM prédio e pessoal e, com isso, toda a sua cultura organizacional. A FUNABEM propunha-se a ser a grande instituição de assistência à infância, cuja linha de ação tinha na internação, tanto dos abandonados e carentes como dos infratores, seu principal foco.
O Código de Menores de 1979 constituiu-se em uma revisão do Código de Menores de 27, não rompendo, no entanto, com sua linha principal de arbitrariedade, assistencialismo e repressão junto à população infanto-juvenil. Esta lei introduziu o conceito de "menor em situação irregular", que reunia o conjunto de meninos e meninas que estavam dentro do que alguns autores denominam infância em "perigo" e infância "perigosa". Esta população era colocada como objeto potencial da administração da Justiça de Menores. É interessante que o termo "autoridade judiciária" aparece no Código de Menores de 1979 e na Lei da Fundação do Bem Estar do Menor, respectivamente, 75 e 81 vezes, conferindo a esta figura poderes ilimitados quanto ao tratamento e destino desta população.

Estudos

A partir de meados da década de 70, começou a surgir, por parte de alguns pesquisadores acadêmicos, interesse em se estudar a população em situação de risco, especificamente a situação da criança de rua e o chamado delinqüente juvenil. A importância destes trabalhos nos dias de hoje é grande pelo ineditismo e pioneirismo do tema. Trazer a problemática da infância e adolescência para dentro dos muros da universidade, em plena ditadura militar, apresentou-se como uma forma de colocar em discussão políticas públicas e direitos humanos.
Destacam-se os seguintes trabalhos, que ser tornaram referência bibliográfica:
“A criança, o adolescente, a cidade”: pesquisa realizada pelo CEBRAP- São Paulo em 1974
“Menino de rua: expectativas e valores de menores marginalizados em São Paulo”: pesquisa realizada por Rosa Maria Fischer em 1979
“Condições de reintegração psico-social do delinqüente juvenil; estudo de caso na Grande São Paulo”: tese de mestrado de Virginia P. Hollaender pela PUC/SP em 1979
“O Dilema do Decente Malandro” tese de mestrado defendida por Maria Lucia Violante em 1981, publicado posteriormente pela editora Cortez.

Década de 80 – Abertura Política e nova Redemocratização

Bases para o Estatuto

A década de 80 permitiu que a abertura democrática se tornasse uma realidade. Isto se materializou com a promulgação, em 1988, da Constituição Federal, considerada a Constituição Cidadã.
Para os movimentos sociais pela infância brasileira, a década de 80 representou também importantes e decisivas conquistas. A organização dos grupos em torno do tema da infância era basicamente de dois tipos: os menoristas e os estatutistas. Os primeiros defendiam a manutenção do Código de Menores, que se propunha a regulamentar a situação das crianças e adolescentes que estivessem em situação irregular (Doutrina da Situação Irregular). Já os estatutistas defendiam uma grande mudança no código, instituindo novos e amplos direitos às crianças e aos adolescentes, que passariam a ser sujeito de direitos e a contar com uma Política de Proteção Integral. O grupo dos estatutistas era articulado, tendo representação e capacidade de atuação importantes.
Antonio Carlos Gomes da Costa relata algumas das estratégias utilizadas por este grupo para a incorporação da nova visão à nova Constituição: "Para conseguir colocar os direitos da criança e do adolescente na Carta Constitucional, tornava-se necessário começar a trabalhar, antes mesmo das eleições parlamentares constituintes, no sentido de levar os candidatos a assumirem compromissos públicos com a causa dos direitos da infância e adolescência".
Formada em 1987, a Assembléia Nacional Constituinte, presidida pelo deputado Ulysses Guimarães, membro do PMDB, era composta por 559 congressistas e durou 18 meses. Em 5 de outubro de 1988, foi então promulgada a Constituição Brasileira que, marcada por avanços na área social, introduz um novo modelo de gestão das políticas sociais - que conta com a participação ativa das comunidades através dos conselhos deliberativos e consultivos.
Na Assembléia Constituinte organizou-se um grupo de trabalho comprometido com o tema da criança e do adolescente, cujo resultado concretizou-se no artigo 227, que introduz conteúdo e enfoque próprios da Doutrina de Proteção Integral da Organização das Nações Unidas, trazendo os avanços da normativa internacional para a população infanto-juvenil brasileira. Este artigo garantia às crianças e adolescentes os direitos fundamentais de sobrevivência, desenvolvimento pessoal, social, integridade física, psicológica e moral, além de protegê-los de forma especial, ou seja, através de dispositivos legais diferenciados, contra negligência, maus tratos, violência, exploração, crueldade e opressão.
Estavam lançadas, portanto, as bases do Estatuto da Criança e do Adolescente. É interessante notar que a Comissão de Redação do ECA teve representação de três grupos expressivos: o dos movimentos da sociedade civil, o dos juristas (principalmente ligados ao Ministério Público) e o de técnicos de órgãos governamentais (notadamente funcionários da própria Funabem).
Muitas das entidades vindas dos movimentos da sociedade civil surgiram em meados da década de 80 e tiveram uma participação fundamental na construção deste arcabouço legal que temos hoje. Como exemplos, destaca-se o Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), que surgiu em 1985 em São Bernardo do Campo, um importante centro sindical do país, e a Pastoral da Criança, criada em 1983, em nome da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, envolvendo forte militância proveniente dos movimentos sociais da igreja católica.

Década de 90 – Consolidando a Democracia

ECA e realidade

A promulgação do ECA (Lei 8.069/90) ocorreu em 13 de Julho de 1990, consolidando uma grande conquista da sociedade brasileira: a produção de um documento de direitos humanos que contempla o que há de mais avançado na normativa internacional em respeito aos direitos da população infanto-juvenil. Este novo documento altera significativamente as possibilidades de uma intervenção arbitrária do Estado na vida de crianças e jovens. Como exemplo disto pode-se citar a restrição que o ECA impõe à medida de internação, aplicando-a como último recurso, restrito aos casos de cometimento de ato infracional.
Desde a promulgação do ECA, um grande esforço para a sua implementação vem sido feito nos âmbitos governamental e não–governamental. A crescente participação do terceiro setor nas políticas sociais, fato que ocorre com evidência a partir de 1990, é particularmente forte na área da infância e da juventude. A constituição dos conselhos dos direitos, uma das diretrizes da política de atendimento apregoada na lei, determina que a formulação de políticas para a infância e a juventude deve vir de um grupo formado paritariamente por membros representantes de organizações da sociedade civil e membros representantes das instituições governamentais.
No entanto, a implementação integral do ECA ainda representa um desafio para todos aqueles envolvidos e comprometidos com a garantia dos direitos da população infanto-juvenil. Antonio Carlos Gomes da Costa, em um texto intitulado “O Desfio da Implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente”, denomina de salto triplo os três pulos necessários à efetiva implementação da lei. São eles:
Mudanças no panorama legal: os municípios e estados precisam se adaptar à nova realidade legal. Muitos deles ainda não contam, em suas leis municipais, com os conselhos e fundos para a infância.
Ordenamento e reordenamento institucional: colocar em prática as novas institucionalidades trazidas pelo ECA: conselhos dos direitos, conselhos tutelares, fundos, instituições que executam as medidas sócio-educativas e articulação das redes locais de proteção integral.
Melhoria nas formas de atenção direita: É preciso aqui “mudar a maneira de ver, entender e agir” dos profissionais que trabalham diretamente com as crianças e adolescentes”. Estes profissionais são historicamente marcados pelas práticas assistencialistas, corretivas e muitas vezes repressoras, presentes por longo tempo na historia das práticas sociais do Brasil.
Com isto, há ainda um longo caminho a ser percorrido antes que se atinja um estado de garantia plena de direitos com instituições sólidas e mecanismos operantes. No entanto, pode-se dizer com tranqüilidade que avanços importantes vêm ocorrendo nos últimos anos, e que isto tem um valor ainda mais significativo se contextualizado a partir da própria história brasileira, uma história atravessada mais pelo autoritarismo que pelo fortalecimento de instituições democráticas. Neste sentido, a luta pelos direitos humanos no Brasil é ainda uma luta em curso, merecedora da perseverança e obstinação de todos os que acreditam que um mundo melhor para todos é possível.
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Bibliografia:

COSTA, Antonio Carlos Gomes. É possível mudar: a criança, o adolescente e a família na política social do município. Editora Malheiros, 1993.
COSTA, Antonio Carlos Gomes. De menor a cidadão: Notas para uma história do novo direito da infância e juventude no Brasil. Editora do Senado, 1993.
DEL PRIORE, Mary. História das Crianças no Brasil. Editora Contexto, 1999.

*Gisella Lorenzi é psicóloga e uma das coordenadoras do Portal Pró-Menino.

FONTE: http://www.promenino.org.br/Ferramentas/DireitosdasCriancaseAdolescentes/tabid/77/ConteudoId/70d9fa8f-1d6c-4d8d-bb69-37d17278024b/Default.aspx

sexta-feira, 23 de março de 2012

DIGA NÃO AO BULLYING

QUERIDOS AMIGOS ASSISTAM ESSE VÍDEO E DIVULGUEM NAS ESCOLAS E EM CASA. TEMOS QUE ACABAR COM O BULLYING, OU MELHOR, NÃO DEVEMOS DEIXÁ-LO COMEÇAR... BJKAS


FÁBULA: " BULLYING NA ESCOLA: O QUE É ISSO?"

Houve um tempo em que o nosso planeta era habitado somente por animais. Era um tempo de grande harmonia entre as espécies. Querendo registrar em livros essa época da história, a bicharada resolveu criar a escola. Todos se empenharam em descobrir como participar da sua construção. Resolveram, então, dividir as tarefas, para que todos colaborassem.

Os elefantes, os camelos e os pássaros ficaram responsáveis pelo fornecimento de água.Os leões, os rinocerontes, os búfalos e as zebras foram encarregados de fornecer toda a madeira necessária. Já os porcos, os hipopótamos e os jacarés cuidaram da confecção de tijolos. Os castores, os veados e as hienas, com o apoio dos joões-de-barro, se comprometeram em levantar as paredes.

Como o trabalho exigia altura e agilidade, as girafas e os macacos se propuseram a construir o telhado. Os camaleões, os pavões e as borboletas cuidaram da pintura e da decoração.
Depois da escola pronta, fizeram uma grande festa, para comemorar o resultado dos seus esforços. Descobriram que, graças à solidariedade e à cooperação de todos, poderiam, finalmente, estudar todos juntos.
Com o passar do tempo, a bicharada tornou-se esclarecida e consciente da sua realidade e aprendeu, dentre outros conhecimentos, a importância de cada um na sociedade. Os bichos reuniram-se toda semana para discutir vários assuntos e encontrar soluções para a melhoria da qualidade de vida. As boas relações entre as diferentes espécies favoreciam tanto os que ensinavam quanto os que aprendiam.
Porém, numa manhã fria de inverno, surgiu na escola um bicho muito estranho. Seu olhar de valentão dava medo, causava até arrepios. Ninguém sabia de onde ele tinha vindo e a que espécie pertencia.
Não se parecia com nenhum habitante do planeta. Por suas características e pelo tipo de influência que provocou em outros bichos, chamaram-no de Bullying. Os animais que com ele tiveram contato mudaram o comportamento e a maneira de agir com os colegas. Tornaram-se agressivos, prepotentes e perversos. Adotaram formas de “brincar” muito diferentes das conhecidas até então. Suas “brincadeiras” geravam sofrimento, chateação, vergonha e constrangimento aos colegas, inibindo o aprendizado e a maneira de ser de cada espécie.
Suas atitudes tornaram-se hostis com os mais fracos e indefesos As diferenças existentes entre eles, que antes eram consideradas normais, passaram a ser motivo de chacotas e ridicularizações. Os que apresentavam dificuldades de aprendizagem eram “zoados” e apelidados. Muitos acabaram desistindo da escola, outros sofriam calados, temendo represálias.
A maioria dos bichos presenciava o comportamento dos colegas, mas, por alguma razão, nada faziam. Essas mudanças de comportamento provocaram sérios problemas de convivência na escola e o interesse pelos estudos ficou prejudicado.
Assim, o Leão tornou-se o valentão da escola, agindo de maneira dominadora e procurando impor sua autoridade. O urso, vendo que a popularidade do leão crescia a cada dia, passou a usar sua força para intimidar e obter vantagens.
A cobra, que até então era amiga e conselheira, começou a espalhar boatos difamando a galinha, dizendo que esta era namoradeira. Como tinha habilidade para desenhar, retratava a galinha em situações constrangedoras e passava para todos os colegas.
O cachorro, que antes protegia a todos, também mudou seu comportamento e passou a agir com perversidade, rosnando e fazendo ameaças. Coagia a girafa, obrigando-a a destruir os ninhos de passarinhos ao término das aulas Os passarinhos indignados, reclamaram na escola, mas a perseguição aumentou ainda mais, deixando-os apavorados.
A hiena, temendo tornar-se a próxima vítima, ria da maldade que os colegas faziam. Como estratégia, passou a criticar a gralha, responsável pelo sinal da troca de aulas, devido ao seu tom de voz estridente. A gralha, ouvindo constantemente as risadinhas dos colegas e sentindo-se humilhada, foi aos poucos se retraindo, até que desenvolveu uma gagueira e não pode mais tocar o sinal da escola.
A anta, cheia de dúvidas, evitava fazer perguntas à professora, pois se sentia envergonhada zela zoação que recebia, prejudicando sua aprendizagem.
Com a preguiça algo semelhante aconteceu. Aos poucos foi excluída do grupo. Tão chateada ficou que a motivação para os estudos e suas notas despencaram. Nem o alegre e estudioso pinguim escapou aos maus tratos. Sofria perseguição porque estava sempre elegante e bem vestido. Depois de algum tempo tornou-se estressado e mal humorado.
Revoltante mesmo foi o que fizeram com o camelo e o esquilo. Eles não sabiam mais o que fazer, porque eram obrigados a entregar seus lanches todos os dias, para não apanhar na saída da escola. Com o veado, os valentões da escola pegaram pesado: excluíram-no do time de futebol, dizendo que era demasiadamente sensível para os esportes.
Situação humilhante enfrentava o coelho. Seus colegas faziam gestos em sua direção e riam, apontando para o tamanho dos seus pés, dentes e orelhas. Com o tucano também foi assim, só que este tornou-se agressivo, por causa das piadinhas que faziam com o seu bico, e durante o recreio procurava os galhos mais altos e afastados para sozinho comer o seu lanche.
Já o urubu andava chateado, porque era sempre constrangido devido à sua alimentação. O gambá decidiu abandonar a escola porque implicavam com o seu cheiro. A onça, cansada de receber apelidos por causa de suas pintas, resolveu implicar com o tamanho da boca do jacaré. O jacaré, por sua vez, acabou descontando no sapo, que adoeceu de tanto medo.
Estranho foi o que fez a pacífica ovelha: proibia a pata de lanchar com a turma. A pata, não entendendo os motivos, chorava pelos cantos da escola, acreditando que ninguém gostava dela. Aos poucos, sua autoestima foi baixando, até que perdeu a confiança em si mesma, tornando-se insegura, aflita e temerosa.
Até a pacata zebra mudou seu comportamento, depois de muito sofres “zoações” por causa das suas listras, e passou a dar coices nos colegas. O tatu provocava inúmeras situações embaraçosas e, como não conseguia se defender, se escondia no buraco, mas, quando saía, levava cada safanão... A coruja sofreu tanta “zoação” por causa dos seus olhos grandes que já não queria mais sair de casa. Em conversa com sua mãe, ela contou que sentia muita raiva dos colegas, que não queria voltar para a escola e que pensava em se vingar.
O elefante, coitado, ia para a escola de casaco, num calor danado, para disfarçar sua gordura. Um dia, cansado das chacotas dos colegas, decidiu emagrecer, mas acabou desenvolvendo anorexia (perdeu a vontade de se alimentar) e teve que interromper seus estudos para tratamento.
O canguru não aguentava mais: todo dia desaparecia alguma coisa da sua mochila. O macaco, muito bisbilhoteiro, sempre levava a culpa, mesmo sendo inocente. Irritado com as acusações injustas, começou a fazer brincadeiras inconvenientes com o porco por causa dos seus problemas intestinais.
Fato curioso aconteceu com o rinoceronte: apanhava todos os dias. De tão amedrontado, quis desistir da escola, mas seus pais não deixaram. Bem que tentava se defender, mas, sozinho, sentia-se impotente para enfrentar o grupo. Para ele, pior do que apanhar dos colegas, apesar do seu tamanho, era mentir para os pais, inventando desculpas para faltar às aulas.
Triste mesmo foi o que aconteceu com a raposa. Antes ela era meiga, esperta, excelente aluna, mas de tanto sofrer intimidações, foi perdendo a espontaneidade e a alegria de viver. Dizem que agora é perigosa, entrou para uma gangue e está envolvida com drogas. Com o cavalo também foi assim. Querendo dar um basta nos maus tratos que sofria, veio armado para a escola e acabou sendo expulso.
Com a abelha e a formiga não foi diferente. Após sofrerem muitas ofensar por causa do seu tamanho, elas formaram um grupo e planejaram estratégias de ataques contra seus colegas nos banheiros e no pátio do recreio.
Interessante percepção foi a da mãe coruja. Notando que sua filha chegava da escola agressiva, com ar de superioridade, querendo intimidar seus irmãos mais novos, resolveu ficar atenta. Procurou a direção da escola e contou o que estava acontecendo, querendo saber se lá ela agia assim. Nessa época, vários pais procuraram a escola para tentar entender os problemas apresentados por seus filhos. Outros começaram a tirar os filhos da escola. Até os professores não aguentavam mais tanta violência.
Após reunir a equipe de professores e analisar os problemas enfrentados, a direção da escola percebeu que toda essa mudança de comportamento foi promovida por aquele bicho estranho, que haviam chamado de Bullying. Assim, a escola resolveu convocar todos os seus profissionais, os pais e os alunos para uma grande reflexão. O grupo concluiu que o medo, a insensibilidade, a dificuldade de compreender e se colocar no lugar do outro e a intolerância às diferenças individuais de cada um estavam prejudicando o ensino, a aprendizagem, as relações sociais entre as espécies, e a violência crescia no ambiente escolar.
O papai búfalo lembrou a todos que, na construção da escola, cada um contribuiu conforme suas habilidades e o resultado foi extra-ordinário. Todos cooperaram com alegria, e a amizade foi fortalecida entre eles.
O diretor considerou que a maior dificuldade dos alunos não estava na aprendizagem das disciplinas curriculares, mas sim na convivência, e disse que, doravante, todos na escola se empenhariam em educar os alunos para a paz, a fim de que a escola se tornasse um lugar onde todos pudessem ser incluídos. Por isso, resolveram ensinar sobre a importante participação das diferentes espécies na história da evolução e da manutenção do planeta.
Desta forma, os alunos aprenderam que as diferenças sempre existirão, mas são os diferentes que fazem a diferença.

FONTE: Cléo Fante e José Augusto Pedra (autores do livro Bullying Escolar – Artmed).

AUTISMO TÍPICO

O autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela ciência há seis décadas, mas sobre o qual ainda permanecem, dentro do próprio âmbito da ciência, divergências e grandes questões por responder.
Há 20 anos, quando surgiu a primeira associação para o Autismo no país, o Autismo era conhecido por um grupo muito pequeno de pessoas, entre elas poucos médicos, alguns profissionais da área de saúde e alguns pais que haviam sido surpreendidos com o diagnóstico de Autismo para seus filhos.
Atualmente, embora o Autismo seja bem mais conhecido, tendo inclusive sido tema de vários filmes de sucesso, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança autista ter uma aparência totalmente normal.
O Autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no usa da imaginação.
É comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anteriormente à manifestação dos sintomas.
Quando as crianças com autismo crescem, desenvolvem sua habilidade social em extensão variada. Alguns permanecem indiferentes, não entendendo muito bem o que se passa na vida social. Elas se comportam como se as outras pessoas não existissem, olham através de você como se você não estivesse lá e não reagem a alguém que fale com elas ou as chame pelo nome.
Freqüentemente suas faces mostram muito pouco de suas emoções, exceto se estiverem muito bravas ou agitadas. São indiferentes ou têm medo de seus colegas e usam as pessoas como utensílios para obter alguma coisa que queiram.
Pessoas com esse distúrbio possuem dificuldades qualitativas na comunicação, interação social, e a imaginação (a chamada tríade), e consequentemente apresentam problemas comportamentais.
Muita vezes o simples fato de querer ir ao banheiro e não conseguir comunicar a ninguém pode ocasionar problemas como auto-agressão ou agressão aos outros.

FONTE: http://www.ama.org.br/html/auti_tipi.php

SÍNDROME DE ASPERGER

Apesar de ter sido descrita por Hans Asperger em 1944 no artigo “Psicopatologia Autistica na Infância” , apenas em 1994 a Síndrome de Asperger foi incluída no DSM-IV com critérios para diagnóstico.
Algumas das características peculiares mais frequentemente apresentadas pelos portadores da Síndrome de Asperger são:
- Atraso na fala, mas com desenvolvimento fluente da linguagem verbal antes do 5 anos e geralmente com:
- Dificuldades na linguagem,
- Linguagem pedante e rebuscada,
- Ecolalia ou repetição de palavras ou frases ouvidas de outros,
- Voz pouco emotiva e sem entonação.
- Interesses restritos: escolhem um assunto de interesse, que pode ser seu único interesse por muito tempo. Costumam apegar-se a mais às questões factuais do que ao significado. Casos comuns são interesse exacerbado por coleções (dinossauros, carros, etc.) e cálculos. A atenção ao assunto escolhido existe em detrimento a assuntos sociais ou cotidianos.
- Presença de habilidades incomuns como calculos de calendário, memorização de grandes seqüências como mapas de cidades, cálculos matemáticos complexos, ouvido musical absoluto etc.
- Interpretação literal, incapacidade para interpretar mentiras, metáforas, ironias, frases com duplo sentido, etc.
- Dificuldades no uso do olhar, expressões faciais, gestos e movimentos corporais como comunicação não verbal.
- Pensamento concreto.
- Dificuldade para entender e expressar emoções.
- Falta de auto-censura: costumam falar tudo o que pensam.
- Apego a rotinas e rituais, dificuldade de adaptação a mudanças e fixação em assuntos específicos
- Atraso no desenvolvimento motor e freqüentes dificuldades na coordenação motora tanto grossa como fina, inclusive na escrita..
- Hipersensibilidade sensorial: sensibilidade exacerbada a determinados ruídos, fascinação por objetos luminosos e com música, atração por determinadas texturas etc.;
- Comportamentos estranhos de autoestimulação;
- Dificuldades em generalizar o aprendizado;
- Dificuldades na organização e planejamento da execução de tarefas.

Algumas coisas são aprendidas na idade “própria”, outras cedo demais, enquanto outras só serão entendidas muito mais tarde ou somente quando ensinadas.
Alguns pesquisadores acreditam que Sindrome de Asperger seja a mesma coisa que autismo de alto funcionamento, isto é, com inteligência preservada. Outros acreditam que no autismo de alto funcionamento há atraso na aquisição da fala, e na Síndrome de Asperger, não.
Colocamos em anexo uma lista de critérios diagnósticos da Síndrome de Asperger elaborada pelo pesquisador sueco Christopher Gillberg.
Muitas pessoas acreditam que a importância da diferenciação entre Síndrome de Asperger e Autismo de Alto Funcionamento seja mais de cunho jurídico do que propriamente para escolhas relacionadas ao tratamento.
Por um lado, para algumas pessoas dizer, que alguém é portador de Síndrome de Asperger parece mais leve e menos grave do que ser portador de autismo, mesmo que de alto funcionamento – embora isto seja provavelmente uma ilusão. Por outro lado, associações de autismo em todo o mundo alegam que esta divisão em duas patologias diferentes enfraquece um movimento que necessita de tanto apoio como o dos que trabalham pelo autismo.

FONTE: http://www.ama.org.br/html/info_sind.php

quinta-feira, 22 de março de 2012

EXPOSIÇÃO ÁGUA RIO DE JANEIRO NO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL 22/3/12

Oi gente! Hoje no dia Mundial da Água a turma 1.303 e o E.I da tia Bárbara foram ao Museu Histórico Nacional, ver a exposição ÁGUA Rio de Janeiro, realizado pelo Instituto Sangari.
Nesse segundo dia de visitação a nossa escola foi muito bem recepcionada. O atendimento foi fantástico durante todo o tempo em que estivemos no museu no dia de hoje.
O primeiro momento vimos as artêmias nos microscópios.
O segundo momento foi conhecermos algumas obras de arte.
Reparem na carinha da professora Bárbara... se ela ficou com essa impressão imaginem as crianças vendo as  mudanças de cores da água...Vejam.
Terceiro momento foi muito legal para eles e para gente... vejam porque...
O quarto momento foi o filme...
E chagamos ao fim da exposição... ficamos com gostinho de quero mais...
Adoramos tudo, a recepção, o atendimento, a visitação guiada. As educadoras que nos atenderam estão de parabéns pela atenção e cuidado com as nossas crianças principalmente nas atividades interativas.
Bjkas e até a próxima...








AULA 3: COMO NASCEM AS BORBOLETAS 21/03/12

Olá pessoal! Ontem fizemos a aula 3 de ciências e foi muito divertido. Primeiro fizemos a leitura do capítulo e em seguida entreguei a letra da música: Metamorfose da Borboleta. Gente, a música é o maior baratooooooooooooo... a tempos não me divertia com uma música. As crianças adoraram. Eles me pediram para colocar várias vezes seguidas. 
Depois recortamos o ciclo de vida das borboletas e colamos no Diário de Ciências.


terça-feira, 20 de março de 2012

AULA 2: O QUE VAI ACONTECER COM O BULBO? 20/3/12

OI GENTE! VOLTO HOJE PRA MOSTRAR UM POUQUINHO DO QUE ROLOU NA TURMA 1.303. FIZEMOS A AULA 2 E COMO O BULBO DA AÇUCENA NÃO ERA NOVIDADE PARA ELES, A AULA FLUIU COM MUITO MAIS TRANQUILIDADE, AS RESPOSTAS FORAM PERFEITAS. 
APRENDEMOS QUE NEM TODAS AS PLANTAS NASCEM DE SEMENTES. ISSO FOI FANTÁSTICO!
VOU DEIXAR VOCÊS VEREM COMO FOI. BJKAS E ATÉ AMANHÃ.

 O ALUNO DANIEL ME PERGUNTOU POR QUE O VASINHO ERA FURADO. DEVOLVI A PERGUNTA PARA A TURMA E FIQUEI MUITO FELIZ COM AS RESPOSTAS, POIS AS CRIANÇAS RESPONDERAM QUE ERA PARA A ÁGUA SAIR POR ALI. EXPLIQUEI QUE ERA PARA ESCOAR O EXCESSO DE ÁGUA. NESSE MOMENTO O ALUNO NÍCOLAS FEZ QUESTÃO DE LEMBRAR QUE O BULBO DA AÇUCENA NÃO ERA UMA PLANTA AQUÁTICA, E QUE O EXCESSO DE ÁGUA A MATARIA.
NESSE MOMENTO SÓ PUDE FAZER UMA COISA PARA A MINHA TURMA: APLAUDI- LA!!!!
AMO MINHA TURMA!!!!

CinemADÃO- A MINHOCA ENCANTADA. 19/3/12

OLÁ PESSOAL! APROVEITANDO O INTERESSE DAS CRIANÇAS NAS MINHOCAS, FIZ UMA SESSÃO DE CINEMA COM O FILMINHO DA TURMA DA MONICA: A MINHOCA ENCANTADA.
O FILME SERVIU PARA ILUSTRAR DE FORMA DIVERTIDA O TEMA TRATADO NA AULA 1: POR QUE VAMOS CRIAR MINHOCAS?
EIS AS FOTOS ABAIXO:




domingo, 18 de março de 2012

PROGRAMA RIO CRIANÇA GLOBAL

O programa Rio Criança Global, criado em 2009 pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação, tem como objetivo intensificar e estender o ensino de inglês nas escolas da Prefeitura. Os alunos do 1° ao 5° Ano têm uma aula semanal do idioma, enquanto os estudantes do 6° e 7° Ano têm dois tempos semanais de inglês, com ênfase na conversação, totalizando 400 mil alunos beneficiados pelo programa em 2012. Em 2013, os alunos do 8° Ano serão inseridos no programa e em 2014 será a vez dos estudantes do 9° Ano. Para isso, a Secretaria Municipal de Educação vem investindo na contratação e na capacitação de professores de inglês. Desde 2010, 1.400 novos docentes da disciplina foram contratados. Além disso, aulas digitais de Inglês na Educopédia estão disponíveis para os alunos do 1° ao 9° Ano.

SME - Secretaria Municipal de Educação

BIBLIOTECA DO PROFESSOR 2012

Resultado da 1ª Votação 2012 - Biblioteca do Professor

02/02/2012

Literatura nacional:
 
1-      Tenda dos milagres
Autor: Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras
 
2-  Romance D'a Pedra Do Reino
E O Principe Do Sangue Do Vai-E-Volta
Autor: Ariano Suassuna
Editora: Jose Olympio
 
 
Literatura estrangeira:
 
1 -   Chaplin – Uma vida
Autor: Stephen Weissman
Tradução: Alexandre Martins
Editora: Larousse
 
2 - Steve Jobs - A Biografia
Autor: Walter Isaacson
Tradução Berilo Vargas, Denise Bottmann, Pedro Maia Soares
Editora: Cia das Letras

DIA 16/3/12- AULA 1- POR QUE VAMOS CRIAR MINHOCAS?

COMECEI HOJE A TRABALHAR COM CIÊNCIAS. APRESENTEI TODA A UNIDADE PARA  A TURMA E COMEÇAMOS COM A UNIDADE CICLOS DE VIDA.
PEDI QUE A TURMA LESSE A PERGUNTA- PROBLEMA E PARA A MINHA SURPRESA AS MINHAS CRIANÇAS A RESPONDERAM ANTES QUE EU DESSE AS EXPLICAÇÕES INICIAIS. RESPONDERAM QUE IRIAMOS CRIAR AS MINHOCAS PRA VER E SABER COMO ELAS VIVEM. FIQUEI TÃO ORGULHOSAAAAAAAAAAAA...DOS MEUS AMORES.
EIS UM POUQUINHO DO QUE ACONTECEU NA AULA.
 AS CRIANÇAS JÁ SENTAM EM GRUPOS, O QUE FACILITA BASTANTE A DINÂMICA DESSE TIPO DE AULA. 
 NESSE MOMENTO OS ALUNOS OBSERVARAM DUAS MINHOCAS PARA IDENTIFICAR AS  DIFERENÇAS ENTRE AS NOVAS E AS ADULTAS. ESSA OBSERVAÇÃO FOI FEITA NA MINHA MESA. OBJETIVO PRINCIPAL ERA QUE ELES ENCONTRASSEM O CLITÉLO, QUE É UMA ESTRUTURA REPRODUTIVA PRESENTE NAS MINHOCAS. 
SOMENTE O GRUPO 1 IDENTIFICOU DE PRONTO ESSA ESTRUTURA. OS OUTROS 3 PRECISARAM DA MINHA INTERFERÊNCIA. 

MESMO AS CRIANÇAS NÃO TENDO FEITO NENHUMA COMPARAÇÃO DAS MINHOCAS COM AS LARVAS DO TENÉBRIO, EU ACHEI INTERESSANTE UTILIZAR A SUGESTÃO DADA PELO CAPACITADOR EDUARDO QUE FOI O DE COLOCAR A LARVA JUNTO COM A MINHOCA PARA QUE VISSEM AS DIFERENÇAS... FOI MUITO BACANA ESSA OBSERVAÇÃO.